quarta-feira, 30 de março de 2011

Arroz integral pode diminuir a obesidade infantil?

O pediatra norte-americano Alan Greene, da Universidade de Stanford (EUA) está incentivando os pais a trocarem o arroz normal pelo integral nas refeições dos filhos. Ele acredita que abolir o arroz branco pode melhorar os índices de obesidade infantil. Mas será que só isso pode resolver um problema tão grave quanto esse?
A nutricionista Sandra da Silva Maria, do Hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas), explica que o arroz integral tem mais fibras do que o arroz normal, o que dá saciedade e faz a pessoa comer menos.
Além disso possui vitaminas do complexo B, o que ajuda o metabolismo a funcionar melhor. Essa duas coisas ajudam sim a combater a obesidade, mas não são fatores determinantes.
Para que as crianças sejam saudáveis desde pequenas, Sandra indica que os pais ofereçam para elas alimentos integrais em geral e não somente o arroz, ou seja, pães e biscoitos integrais são boas opções. "É importante também evitar a ingestão de biscoitos recheados, refrigerantes e doces. Comer frutas é essencial".
Por Larissa Alvarez

terça-feira, 29 de março de 2011

O compromisso de empresas na redução do consumo de sal em Nova Iorque

O Departamento de Saúde e Higiene mental da cidade de Nova Iorque anunciou recentemente uma nova campanha entitulada como “Iniciativa nacional de redução de sal”. Sete grandes companhias de alimentos, restaurantes e companhias de varejo começaram a participar da iniciativa da redução do consumo de sal. Segundo os últimos estudos do Departamento de Saúde americano, a ingestão atual de sódio entre os adultos é muito mais alta do que o recomendado entre os cidadãos de Nova Iorque – a média de ingestão diária de sódio ficou em 3.150mg, ou seja, duas vezes o limite recomendado para adultos.
A maioria da população de Nova Iorque (61%) deveria consumir menos de 1.500mg de sódio por dia. Esta recomendação é aplicada para aqueles a partir de 51 anos, negros, indivíduos com hipertensão arterial, diabéticos ou doentes crônicos. Contudo, apenas 11% desta população de maior risco consome o recomendado de sódio diário. O resto da população deveria consumir menos de 2.300mg de sódio ao dia. Segundo o primeiro estudo para avaliar o consumo de sódio através da avaliação da urina de 24 horas de indivíduos de Nova Iorque, apenas 1 em cada 5 indivíduos consome o que deve em relação ao sal.
Ao reduzir a ingestão de sal, reduz-se a pressão arterial, fator de risco para doenças cardíacas e derrame. Apenas 11% do sódio da dieta provêm da adição de sal com uso do saleiro na mesa ou no momento do preparo do alimento e cerca de 80% do sódio que é consumido é adicionado ao produto antes mesmo da sua venda. O objetivo da campanha de redução de sal é diminuir o uso do sal pelos fabricantes em 25% dentro de 5 anos e assim reduzir o consumo nacional de sal em 20%, prevenindo assim a mortalidade da população. Os objetivos de cada empresa pode se ler aqui.
Foram criadas 62 categorias para produtos industrializados e 25 para restaurantes, a fim de auxiliar as empresas nesta redução. Estas empresas que começaram agora na Iniciativa de redução de sal se juntam a outras 21 empresas que já aderiram a esta causa. A Iniciativa conta atualmente com 72 parceiros, incluindo 15 cidades, 29 autoridades de estado, 19 organizações nacionais de saúde e 9 associações locais e de estado.
O apoio destas empresas demonstra a sua preocupação em manter a boa saúde da população. A redução do consumo de sal de uma população é a chave em reverter o quadro de hipertensão que pode resultar em derrame e doenças cardíacas. O benefício à saúde é muito grande.
Texto elaborado por: Sarah Warkentin

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fazer sexo pode desencadear infarto em sedentários

A atividade sexual, como qualquer exercício físico, pode aumentar em até três vezes o risco de infarto em pessoas que não estão acostumadas a realizar atividades. Pessoas que se exercitam têm risco menor de sofrer infarto logo após a atividade sexual, segundo estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association, que revisou os resultados de 14 pesquisas envolvendo seis mil pessoas.
As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (23). O estudo ainda investigou o que os pacientes estavam fazendo entre até duas horas antes de sofrerem o infarto e compararam às atividades deles em dias normais.

O que muda com Política Nacional de Resíduos Sólidos?

A preocupação com o que se é descartado no ambiente, incluindo as esferas do terrestre, aquática e aérea gerou uma medida do governo, no dia 2 de agosto de 2010, instituindo a Lei nº 12.305, chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que já está em vigor desde 23 de dezembro de 2010. Esta política apresenta diversas frentes de ação, incluindo variáveis ambientais de acordo com a especificidade de cada local, sociais, incluindo os grupos aos quais as pessoas estão inseridas, culturais, econômicas, tecnológicas, sem deixar de mencionar as questões relacionadas à saúde pública, culminando no desenvolvimento sustentável. Ou seja, com estes fatores propõem uma visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos.
Define-se como Resíduo Sólido o "material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólidos ou semi-sólidos, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em copos d’água, ou exijam para isso soluções, técnica ou economicamente, inviáveis em face da melhor tecnologia disponível", conforme o artigo terceiro da Política.
O "ciclo de vida de um produto" consiste desde o desenvolvimento do produto, incluindo os testes, modelos, pilotos, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo propriamente dito e a disposição final. Por isso, um dos instrumentos para sensibilização populacional é a educação ambiental, que auxiliará os indivíduos a ter ações centradas no que concerne o meio ambiente no qual frequenta.
As ações dessa nova política engloba os consumidores, não apenas o consumidor final, mas os outros tipos como os revendedores de produtos, os mercados, lojas especializadas, restaurantes, que devem realizar melhores formas de consumo e de descarte.
Já que estabelece também que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada o lixo para o recolhimento do mesmo, separar os resíduos orgânicos de inorgânicos onde houver a coleta seletiva. Quanto às indústrias de reciclagem e aos catadores de material reciclável devem receber incentivos da União e dos governos estaduais.
Para isto, ações pró ambiente podem ser feitas em diversos núcleos seja o núcleo familiar, o escolar e do trabalho, iniciando com ações pequenas, que mesmo assim já irão contribuir para a sensibilização de outros núcleos.
Um exemplo disso foi o Encontro Regional do Grupo de Estudos Jurídicos e do Grupo de Empresas do Consórcio PCJ ocorrido no dia 16 de fevereiro, em Americana – SP, que discutiu sobre a logística reversa e e buscou um acordo de responsabilidade compartilhada para os resídios provenientes de empresas alimentícias.
Toda esta preocupação ocorre pois a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que até o final de 2011 seremos 7 bilhões de habitantes no planeta Terra e é inevitável a produção de resíduos. Outros países já se mobilizaram como os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exemplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, é rotineiro os supermercados cobrarem uma taxa para fornecer sacolas plásticas, o que incentiva os clientes levarem as suas de casa. Também na Europa, casco de vidro ou de plástico de refrigerantes e água mineral vale desconto na próxima compra.
Nutricionista: Fernanda Seyr Pozza

sexta-feira, 25 de março de 2011

Donos de cães praticam mais atividade física, diz pesquisa

O melhor amigo do homem colabora não só com carinho e companheirismo, mas também com a saúde. É que, de acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, os donos de cães se exercitam mais.
Os cientistas analisaram dados do Departamento de Saúde Comunitária de Michigan, incluindo a quantidade de lazer e atividade física dos voluntários. Segundo o jornal Daily Mail, descobriram que cerca de dois terços dos que têm cachorros relataram caminhar com eles regularmente.
Fora isso, os proprietários que passeiam com os animais de estimação se mostraram mais ativos de maneira geral. São 34% mais prováveis a atingir metas de atividade física. A publicação Journal of Physical Activity and Health divulgou esses dados.

Tire dúvidas sobre a tuberculose

Nesta quinta, 24 de março, o SOS Mais Você falou da tuberculose, um inimigo que vem pelo ar e a cada ano no Brasil infecta 72 mil pessoas e mata 4,8 mil. Dr. Guilherme Furtado alertou sobre os riscos e a prevenção desta doença silenciosa cujo principal sintoma é a tosse constante por mais de três semanas. “Hoje o Ministério da Saúde controla o paciente. Você recebe a quantidade suficiente de remédios por etapas. O controle é maravilhoso”, disse o médico sobre o tratamento, que dura 6 meses.
Ainda há quem pense que a tuberculose é um mal que atingia somente poetas, boêmios e apaixonados de séculos atrás. Dr. Guilherme explicou que, antigamente, os pacientes procuravam passar dias nas montanhas para se curar. “O bacilo se instala nos alvéolos, dentro dos pulmões. Para poder se replicar e crescer, eles precisam de muito oxigênio”, explicou. “Por isso, os doentes procuravam ar rarefeito, ou seja, ar com menor oxigenação”, disse. Mas esta doença infecciosa ainda ronda nossa população.
O cálculo do Ministério da Saúde é de que existam mais de 57 milhões de pessoas infectadas no Brasil. O bacilo da tuberculose está mais vivo do que nunca e poucos sabem disso. O Rio de Janeiro é a cidade com o maior número de casos: 5.500 mil por ano.  Andréa Figueiredo achava que esta era uma doença extinta, até que em dezembro ela começou a sentir os primeiros sintomas: cansaço, desânimo, febre e muita tosse. Então veio o diagnóstico e ela descobriu a infecção. “Nunca imaginei que teria tuberculose”, disse Andréa.
O exame do catarro (baciloscopia) responde se a pessoa está ou não doente. A tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja correto. Este dura seis meses, em média, é gratuito e os remédios são fornecidos pelo serviço de saúde. Todas as pessoas com quem o doente convive mais devem fazer o exame. A solidariedade da família e dos amigos ajuda a agüentar o tratamento até o final. “Se tenho na minha família alguém que tenha tido tuberculose, há mais chances de familiares adquirirem a doença. Para prevenir, é preciso fazer o raio-x do tórax e o exame do catarro”, disse Dr. Guilherme.
O sucesso do tratamento depende de outros fatores, como a qualidade da assistência prestada ao paciente. Além disso, o doente deve tomar os medicamentos corretamente e não pode faltar às consultas nas datas agendadas. É altamente recomendado o tratamento supervisionado. A luta contra a tuberculose é do interesse de todos. Quanto menos pessoas doentes, menos contaminação do ar e menos transmissão dos bacilos.
Como se prevenir?
Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças de até 4 anos, obrigatoriamente as menores de 1 ano, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de  AIDS não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados. A tuberculose é transmitida, de pessoa para pessoa, pelo ar. Quando o doente tosse, fala ou espirra lança gotículas no ar contendo bacilos. Esses bacilos se soltam das gotículas e se espalham no ambiente. Então, pela respiração, os bacilos podem chegar aos pulmões das pessoas que convivem com o doente. Dr. Guilherme explicou que as gotículas com os bacilos da tuberculose liberadas pelo doente podem ficar suspensas no ar e assim viáveis de serem contraídas por alguém até 24 horas.
Dentro de um avião, onde não existe 100% de oxigenação, a ventilação é peculiar e não tem entrada da luz do sol. Se uma pessoa com a doença tossir ou espirrar, pode infectar pessoas até 3 fileiras a frente e 3 fileiras atrás. O mesmo cuidado deve ser tomado em metrô e ônibus com ar condicionado, visto que esses dois tipos de transporte não são ambientes arejados.  Vale lembrar que quanto mais próxima a pessoa estiver do doente, quanto mais fechado for o lugar e quanto menor for a imunidade dela, maior é a chance dela ser infectada.
Por isso, não se pega tuberculose pelo sangue, pela saliva ou por secreções sexuais. Só pela respiração.  Também não se pega tuberculose usando os mesmos pratos, talheres, roupas de cama, toalhas e vaso sanitário que a pessoa doente usa.  Somente pessoas com tuberculose nas vias aéreas (pulmão e laringe) transmitem a doença. Depois que uma pessoa com tuberculose começa o tratamento, aos poucos vai diminuindo o risco de contágio, até que depois de 15 a 30 dias, acaba o risco de transmissão. É o médico, através do exame do escarro, que diz se a doença ainda pode ser transmitida ou não.
O que acontece quando o bacilo da tuberculose entra em contato com o organismo?
Dependendo da resistência da pessoa, ela pode adoecer ou não:
- o bacilo pode se instalar no pulmão e desenvolver a doença.
- pode passar pelo pulmão e instalar-se em outra parte do corpo.
- às vezes o bacilo fica incubado durante algum tempo e depois a pessoa desenvolve a doença.
Um doente pode contaminar de 10 a 15 pessoas por ano com quem ele tenha tido contato direto e permanente. Muitas pessoas, apesar do contato com o bacilo, não desenvolverão a doença.
Sobre a vacina BCG
A vacina BCG é aplicada no Brasil desde 1972 para crianças com mais de 2 kg. 100% da população recém-nascida é coberta e isso dá ao nosso país uma peculiaridade especial, já que a BCG protege de maneira eficaz e duradoura. Porém, a vacina não protege contra a forma de transmissão direta da doença (contato direto).  A vacina protege apenas contra as formas disseminadas da doença, ou seja, contra as formas de meningite por tuberculose.
Tratamento supervisionado
O tratamento da tuberculose é oferecido pelo sistema único de saúde (SUS) sem custo para o paciente.  Quando realizado corretamente, nos pacientes que adoecem pela primeira vez, a cura é praticamente de 100%.
Novo tratamento
Desde o final de 2009, o Brasil adota um novo esquema terapêutico para tratar a doença. O esquema anterior era composto de três drogas e o paciente era obrigado a tomar até nove comprimidos e cápsulas diariamente.  Com o esquema anteriormente utilizado, 9,4% dos casos abandonavam o tratamento.  Com os novos comprimidos, espera-se reduzir a taxa de abandono para menos de 5%, parâmetro usado pela OMS.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Varie seu treino

Dar o primeiro passo é a parte mais difícil e você já superou. Quem começa a correr por conta própria costuma usar a fórmula de correr até quando o corpo agüentar. Mas esse tempo de corrida costuma não evoluir de um treino para o outro e você acaba correndo a mesma distância em todos os treinos.
Para sair desse marasmo, saiba que a variação dos treinos que você faz durante a semana é mais importante até do que correr até seu fôlego acabar. “O mais correto é a mulher fazer uma adaptação durante uns dois meses, para o corpo se acostumar com a corrida”, explica a treinadora Camila Hirsch, da Personal Life.
Passada essa adaptação, é normal que a sua corrida fique monótona, mas isso tem solução. “O que acontece é que a pessoa fica desanimada com o mesmo treino e entramos com a variação para deixar o treino mais dinâmico”, completa Camila.
É nessa fase inicial que o corpo e a mente da corredora precisam ser educados para os treinamentos mais fortes que virão no futuro. “Tem que ter a variação para a corredora evoluir. Nesse início, é importante fazer três tipos de treino para já ir se acostumando com o que é um treino, o que é seguir um plano de treinamento”, diz a treinadora.
Para isso, o ideal é começar a semana com um treino curto, de 30 minutos, um treino intermediário, com cerca de 45 minutos e um treino um pouco mais longo, de 50 minutos. A intensidade, os tipos de terreno e percurso não vão variar nesse início, mas, futuramente, um dos treinos será substituído por um de tiros, por exemplo, ou com subida no caminho.
A advogada Elizabeth Santos, 57, treinou sozinha durante anos e sentiu muita diferença quando começou a treinar com variações, orientada por sua treinadora. “Treinava umas 3 vezes por semana. Corria uns 4 ou 5 km, dava uns 40 minutos de corrida. Estipulava o quanto correr em relação ao que agüentava”, lembra ela. “Sentia uma certa monotonia, não sabia se estava fazendo a coisa certa”, completa.
Elizabeth conta ainda que corria mantendo sempre a mesma frequência cardíaca e distância, e que não evoluía muito durante os treinos. “Senti muita melhora. Vi que consigo correr, quase sem perceber, uma distância que nunca havia percorrido em bem menos tempo do que fazia antes e sem nenhuma lesão ou cansaço excessivo”, comemora.

Agora que você já saiu da inércia, que tal procurar um acompanhamento profissional? Um treinador vai desenvolver uma planilha de corrida de acordo com o seu tipo físico e objetivo. Você vai se superar e ir mais longe do que imaginava na corrida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Remédios para emagrecer podem causar mais riscos que benefícios à saúde

Você já usou algum medicamento para tirar o apetite ou conhece alguém que usa? Segundo um relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), o Brasil é o país que mais consome remédio pra emagrecer no mundo.
Para falar sobre o assunto, Ana Maria contou com a ajuda do doutor Guilherme Furtado e conversou com a médica endocrinologista Érica Paniago Guedes.
Em Brasília, uma audiência pública discute também nesta quarta a possível proibição de alguns remédios que ajudam no tratamento contra a obesidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, está pedindo o cancelamento do registro de remédios com as seguintes substâncias: Sibutramina, Anfepramona, Fempropore e Mazindol, que atuam como inibidores de apetite e agem sobre o sistema nervoso central. Segundo a agência, esses medicamentos causam mais riscos do que benefícios à saúde.
O assunto é polêmico. Os endocrinologistas são contra a proibição e alegam que a obesidade é uma doença crônica que precisa, em muitos casos, ser tratada com remédios. Uma discussão que ainda parece estar longe de terminar.
Hoje, os medicamentos têm venda controlada no Brasil e as farmácias devem reter a receita. O alerta brasileiro segue a posição norte-americana sobre a utilização desses medicamentos.
Nos estados unidos, a FDA, a Anvisa americana, também ampliou sua contra-indicação, e restringiu o uso a pessoas com histórico de problemas cardiovasculares. O comitê de segurança da FDA chegou a recomendar a retirada da sibutramina do mercado, mas não obrigou a fábrica a parar de produzir. Porém, o laboratório seguiu a orientação e chegou a retirar o produto das prateleiras dos estados unidos, Canadá e Austrália. Mas a sibutramina ainda é encontrada nesses países e pode ser comprada, com muitas restrições. Já na Europa, a sibutramina passou foi proibida em janeiro de 2010, quando Agência de Medicamentos da Europa (Emea) suspendeu a venda e a fabricação da substância.
No Brasil, pessoas acima do peso já atingem a marca de 80 milhões, número que dobrou em apenas 30 anos. Isso indica que um em cada sete brasileiros é obeso. A ONU fez uma projeção impressionante: se nada mudar nos hábitos dos brasileiros, em 2022 teremos uma população como a dos Estados Unidos onde a obesidade atinge um em cada três  americanos.
Conheça as quatro substâncias que colocam a saúde em perigo:

Sibutramina: chegou ao mercado em 1998. Estimula a serotonina e a noradrenalina, que são responsáveis pela sensação de saciedade. Também ativa a liberação de adrenalina, acelerando o metabolismo. A agência diz que a sibutramina aumenta em 16% os riscos de problemas cardiovasculares.
Mazindol: Vendido desde 1999 e também elevam os níveis dos neurotransmissores responsáveis pela saciedade. A ANVISA alerta que um entre quatro pacientes que são tratados com mazindol sofre com prisão de ventre. E o princípio ativo ainda pode causar depressão.
Anfepramona: Essa substância também reduz o apetite e começou a ser comercializada em 1958. A Agência diz que os remédios com este princípio ativo aumentam os riscos de hipertensão pulmonar além de causar danos cardiovasculares como hipertensão arterial e derrame. A substância ainda oferece riscos de distúrbios psicóticos.
Femproporex: Os remédios feitos com essa substância entraram no mercado na década de 70 e segundo a Agência apresentam efeitos colaterais como irritabilidade e insônia.
Gel pode revolucionar tratamento contra obesidade:
O produto desenvolvido no laboratório de engenharia química da universidade de Birmingham é um alimento que enche a barriga, mas não engorda. É um líquido que ao entrar em contato com o ácido estomacal se transforma instantaneamente em gel. E enquanto esse gel não é absorvido pelo organismo, a pessoa não sente fome. O gel preenche o estômago, como se fosse alimento. A pessoa se sente satisfeita até o gel se dissolver, o que leva entre seis e oito horas. O gel foi feito com produtos extraídos de cereais, verduras e frutas. É tudo natural e o mais importante: mantém as proteínas. Dessa forma não só enche o estômago, mas alimenta.  O produto deverá ser comercializado dentro três anos, mas misturado ao leite, iogurtes e até refrigerantes

quarta-feira, 9 de março de 2011

Match point na asma

Basta uma caminhada mais puxada e lá vêm a tosse, o chiado no peito e a falta de ar. Diante desse quadro característico, que deixa o indivíduo asmático literalmente sem fôlego, é natural surgir certa apreensão quando o assunto é atividade física. Mas, de acordo com novas evidências científicas, isso não passa de um temor infundado. O esporte, diferentemente do que se pensava, ajuda à beça no controle da asma. Desde que praticado adequadamente, que fique claro. 

A preocupação com os portadores do distúrbio levou pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, a entrevistar, por meio de questionários eletrônicos, 3 200 educadores físicos. O objetivo era saber como esses profissionais lidavam com atletas asmáticos. Só 17% deles faziam testes para detectar crises induzidas por exercício. E 39% acreditavam que não era preciso disponibilizar um inalador para casos de emergência. 

Essas condições explicam por que muitas vezes quem tem asma se sente desmotivado ou receoso em aderir à prática esportiva. Mas o autor da pesquisa, Jonathan Parsons, garante a SAÚDE! que não há motivo para ficar parado. “Com alguns cuidados, como fácil acesso a medicamentos e orientação correta, o treinamento físico é seguro e melhora a capacidade cardiorrespiratória da pessoa”, assegura. 

Aqui no Brasil, especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo confirmam o benefício. “Em testes realizados com ratos, verificamos que os exercícios aeróbicos leves e moderados reduziram marcadores de inflamação típicos da asma, como substâncias chamadas citoquinas e interleucinas, além de células denominadas eosinófilos”, conta o fisioterapeuta e educador físico Celso Carvalho, um dos autores do estudo. Ao repetir o experimento com crianças portadoras da doença, mais um motivo para comemorar: “Os sintomas e as crises diminuíram e a qualidade de vida delas melhorou muito”. 

Algumas precauções são fundamentais para que o hábito de sacudir o corpo atue a favor dos pulmões de quem tem asma. “Ao iniciar o treinamento, o paciente deve estar estável, sem crises recorrentes. Para isso, é preciso procurar um especialista, que, se necessário, prescreverá medicamentos broncodilatadores e corticoides”, explica Celso Carvalho. O segundo passo é escolher um exercício que agrade. Pode ser caminhada, corrida, ciclismo ou tênis. O importante é que a atividade seja aeróbica. 

É imprescindível considerar também as características do lugar onde a pessoa vai se exercitar. “Para esportes aquáticos, como natação ou hidroginástica, deve-se optar por piscinas aquecidas, protegidas do frio e tratadas com sal, já que o cloro é um fator irritante”, sugere o especialista em imunologia Adelmir Machado, coordenador do Programa de Controle da Asma e da Rinite, na Bahia. “Já para aqueles que preferem correr no parque é aconselhável evitar os dias muito secos, os locais poluídos e os horários de pico no trânsito.” 

Por fim, é essencial uma conversa com um educador físico ou fisioterapeuta para obter um programa de treinamento que leve em conta o estado de saúde do indivíduo. “Antes de malhar pra valer, faça de cinco a dez minutos de aquecimento em intensidade baixa. Isso ajuda a prevenir o estreitamento dos brônquios, típico da asma”, diz Machado. O ideal é se exercitar de 30 a 60 minutos três vezes por semana. “Vá com calma no início e aumente o ritmo à medida que for ganhando condicionamento”, diz o educador físico Dalton Grande, da Prefeitura Municipal de Curitiba, no Paraná. 

Até que o atleta estreante se sinta seguro, recomenda-se que ele tenha uma bombinha de broncodilatador ao alcance das mãos, para o caso de um eventual mal-estar. Mas tanta cautela só é exigida no começo. A expectativa é que o dia a dia do asmático ganhe fôlego novo.

Os cuidados com a higiene íntima feminina

Suor, gordura, umidade, urina e células mortas. Convenhamos que o assunto é embaraçoso e até escatológico. Mas não tem jeito: “Tudo isso habita as reentrâncias femininas, e basta um descuido para causar desde ardência, irritação e um constrangedor cheiro ruim até a multiplicação de fungos e bactérias nocivos”, alerta o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo. Para evitar esse pacote de encrencas, médicos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, revisaram 120 artigos científicos e elaboraram o I Guia de Condutas sobre Higiene Íntima Feminina, destinado tanto aos ginecologistas — que às vezes pecam por não orientar as pacientes — quanto ao público leigo. 

“A ideia é responder a dúvidas referentes à frequência, ao modo correto de fazer a limpeza, aos produtos de higiene adequados, além de condutas para situações específicas”, descreve o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente da Febrasgo. Seguir essas recomendações à risca é manter o sistema de defesa em ordem nessa região. “A vulva tem um pH ácido e é colonizada por lactobacilos, bactérias que formam uma barreira contra micro-organismos prejudiciais”, descreve o ginecologista Paulo Giraldo, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Não interferir demais nesse pH é, portanto, a primeira medida para prevenir não só coceiras e corrimentos mas também uma série de problemas. 

“O excesso ou a falta de higiene e a utilização de produtos inapropriados alteram as defesas locais, favorecendo o ataque de germes como a clamídia, protagonista de infecções pélvicas que podem comprometer a fertilidade”, alerta o ginecologista César Eduardo Fernandes, da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. E, uma vez em contato com vírus ameaçadores, como o da hepatite, se o contra-ataque das células defensoras não estiver preparado, o risco de contrair essas doenças aumenta. 

Atenção, mulheres! O fundamental é deixar qualquer constrangimento de lado. Pegue um espelho e, sem o menor receio, analise cada detalhe de sua região íntima. Na ilustração à esquerda, abaixo, identificamos as áreas que precisam ser muito bem higienizadas. Esqueça a região interna da vagina — esqueça mesmo! Duchas e introdução de produtos não são aconselhadas, exceto sob prescrição médica. “O foco da limpeza deve se resumir ao monte púbico, à pele da vulva, à raiz das coxas, à região perianal — entre a vulva e o ânus — e ao interior dos grandes e dos pequenos lábios”, ensina Paulo Giraldo. 

A compra do produto 
O sabonete mais apropriado é sempre aquele classificado como hipoalergênico na embalagem. O termo indica que a fórmula foi desenvolvida com o intuito de provocar menos alergias nessa área, que, diga-se, se ressente por qualquer bobagem. Aliás, por isso mesmo, dê preferência aos sabonetes íntimos. “Eles geralmente contêm ácido lático, um componente natural da pele, que confere um pH ideal”, justifica o dermatologista Mario César Pires, do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. 

Segundo Pires, os sabonetes alcalinos ou neutros não são indicados porque tornam as condições da região hostis à multiplicação dos lactobacilos que defendem a vulva. Os produtos em barra também não são uma boa opção. “Além de serem muito abrasivos, são normalmente compartilhados por toda a família, o que facilita a contaminação”, afirma Paulo Giraldo. 

A última dica é escolher sabonetes com detergência suave, que formem pouca espuma — eles afetam menos a barreira cutânea. Para mulheres que vivem na correria e não são alérgicas, os lenços umedecidos são uma alternativa para a higiene no meio do dia. Vale testá-lo antes, no antebraço, para observar eventuais reações. Se nada acontecer, está liberado. 

A última etapa do ritual é geralmente a mais negligenciada — a hidratação. Muitas integrantes do time feminino nem fazem ideia de que devem apelar para ela se a pele dos genitais estiver muito ressecada, especialmente após a menopausa. “A dica é recorrer a fórmulas não oleosas, que devem ser aplicadas somente nas regiões de pele”, explica Giraldo.

Cutícula bem cuidada, corpo protegido

Foi-se o tempo em que manter as unhas bonitas e bem aparadas era uma preocupação meramente estética. Se a maioria das mulheres nunca deixou de prezar por elas, hoje cada vez mais homens procuram o salão de beleza para ficar com mãos mais asseadas. Acontece que, nessas horas, está em jogo (ou melhor, pode ser jogada fora) uma pequena parte do seu corpo que cumpre um papel nobre: afastar infecções. E a personagem dessa história, infelizmente, vem sendo relegada a segundo plano. É a cutícula. Esse delicado tecido, que une a pele do dedo à unha, funciona como uma barreira capaz de repelir qualquer invasor, por mais imperceptível que seja. Mas poucos lhe dão a devida importância. Pena. 

“Sem a cutícula, a pele em volta da unha fica desprotegida, o que propicia a entrada de fungos e bactérias”, explica o dermatologista Luis Fernando Tovo, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Entre as infecções mais comuns estão aquelas provocadas por fungos dermatófitos, que adoram umidade e se alimentam de queratina — proteína endurecida encontrada na unha, na pele e nos cabelos. A mais recorrente em donas de casa e profissionais que se expõem constantemente à água é a paroníquia, conhecida como unheiro. “A paroníquia é uma inflamação crônica da pele ao redor das unhas, geralmente causada pela levedura Candida albicans ou, ocasionalmente, por bactérias”, define o dermatologista Ricardo Romiti, do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

Para evitar surpresas desagradáveis, desconfie caso sua unha se torne inchada, avermelhada, dolorida, esbranquiçada, opaca, amarelada, espessa, quebradiça ou descolada nas bordas — qualquer um desses sinais pode indicar uma infecção. “As micoses de unha acometem cerca de 20% da população adulta entre 40 e 60 anos”, estima a dermatologista Cristina Figueira de Mello, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior paulista. 

Quanto antes diagnosticado o problema, melhor. O tratamento pode variar de pequenos cuidados — como o uso de luvas com forro de algodão para proteger as mãos contra a umidade — à ingestão de antifúngicos, que também podem ser utilizados sob a forma de cremes, pomadas, soluções e esmalte. “Para cada caso há uma indicação terapêutica. E a duração do tratamento depende de quanto a unha foi comprometida e se o paciente pode ou não fazer uso dessas medicações”, alerta Paulo Velho, professor de dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. 

Apesar dos riscos evidentes, não são poucos aqueles que insistem em eliminar essa película protetora. “Toda manicure é orientada a perguntar à cliente se ela quer que retire a cutícula. Tentamos convencê-las de que não é bom. Isso porque a unha fica suscetível a infecções, mas algumas insistem mesmo assim”, conta Cassiane Santos Silva, responsável pelo curso profissionalizante da Soho Academy, em São Paulo.

Levante-se já da cadeira e ganhe anos de vida

Quem faz ginástica e sua a camisa pelo menos três vezes por semana na certa respira aliviado, com a sensação de ter escapado do rótulo de sedentário. Mas agora vem um outro lado da história, mostrando que essa pode ser uma conclusão precipitada. Porque, segundo pesquisadores do American Cancer Society, não basta alcançar essa, digamos, cota semanal de atividade física se, no restante do tempo, a pessoa passa boas horas sentada — seja na frente do computador, empacado no trânsito, seja curtindo uma televisão. 

Eles acompanharam nada menos do que 120 mil indivíduos pelo longo período de 14 anos. Ficaram de olho em sua rotina, de acordo com questionários que os participantes preenchiam regularmente. E fizeram observações de cair o queixo: as mulheres que gastam pelo menos seis horas por dia grudadas na cadeira apresentam um risco 37% maior de morrer por uma doença quando comparadas àquelas que não ultrapassam três horas sentadas. Já os homens que vivem sentados têm um risco apenas 17% maior de sofrer de um problema fatal — vai saber o porquê!

“De fato, não adianta malhar pra valer durante uma hora e dedicar o restante do dia a dormir ou relaxar na poltrona, deixando os músculos inativos e o metabolismo lento”, justifica o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo, para quem o resultado não é assim tão espantoso. “Enquanto estamos sentados, economizamos energia, o que favorece a obesidade, com todos os prejuízos que ela traz ao organismo”, acrescenta a SAÚDE! a epidemiologista americana Alpa Patel, que liderou a investigação. 

Outro estudo — este australiano, assinado por cientistas do Baker IDI Heart and Diabetes Institute, corrobora com essa tese. Eles monitoraram 8.800 pessoas e descobriram o seguinte: quem assiste a TV por mais de quatro horas diárias é 80% mais propenso a morrer do coração. “A falta de exercício muscular afeta o funcionamento de uma série de enzimas e hormônios responsáveis por metabolizar açúcar e gordura”, esclarece Zogaib. “A consequência se refl ete no aumento de colesterol, de triglicérides e das taxas de glicose, que se acumulam nos vasos, aumentando as chances de obstruí-los”, esclarece Zogaib. 

O médico do esporte Roberto Carlos Burini, da Universidade Estadual de São Paulo, a Unesp, em Botucatu, no interior paulista, complementa. “E, muito tempo sentadas, as pessoas não consomem tantas calorias. O excesso de energia fica, então, depositado no tecido adiposo. E ele produz substâncias inflamatórias, como as citocinas, que afetam as artérias.” Um último argumento para botar as pernas para trabalhar: um artigo publicado pelo Instituto Karolinska, na Suécia, sugere uma associação entre a inércia do dia a dia e o câncer. Ora, se não há como escapar do trabalho ou do trânsito, fica o primeiro conselho para o tempo livre: abandonar o controle remoto e sair para dar um passeio a pé.

O elo entre a inatividade e a formação de tumores se estabelece por causa da obesidade. “Quando um indivíduo se estira no sofá por longos períodos, sua estrutura corporal sofre um remodelamento”, explica Roberto Burini, da Unesp. “Ele perde massa muscular — tecido que, por natureza, queima muitas calorias — e infla o tecido adiposo, cujo gasto energético é reduzido”, afirma. 

O estoque gorduroso leva ao desequilíbrio de hormônios femininos, como o estrogênio, e masculinos, os androgênios. “E alguns tipos de câncer, como o de mama e o de próstata, estariam relacionados a essa disfunção”, explica o oncologista Marcello Fanelli, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Além disso, a gordura atrapalha a tarefa da insulina de botar o açúcar para dentro das células. Daí que o pâncreas precisa fabricá-la em maior quantidade. “O excesso desse hormônio também seria um fator de crescimento tumoral”, conclui Fanelli.

No caso do sistema cardiovascular, os efeitos da imobilidade são mais diretos. Ao iniciarmos um exercício, o organismo se prepara para utilizar seu combustível. Uma série de substâncias entra em ação. “É o caso da enzima lipase, que atua na quebra de gordura, dos hormônios glucagon e cortisol, envolvidos no aproveitamento de glicose, e do óxido nítrico, que age na parede dos vasos, dilatando-os e derrubando a pressão”, lista Paulo Zogaib. Portanto, quando você se rende à inércia, nada disso funciona como deveria. Daí que a pressão sobe, os níveis de glicose vão às alturas, a gordura vai parar nas artérias... 

“Para agravar a situação, a falta de movimento das pernas torna o sangue mais viscoso e aumenta a probabilidade de formação de coágulos ali”, descreve o cardiologista Ricardo Pavanello, do Hospital do Coração, em São Paulo. “A consequência pode ser uma trombose ou um quadro grave chamado embolia pulmonar, que se caracteriza pela obstrução da artéria do pulmão”, alerta. Além de reservar o horário para a malhação — no mínimo, aquelas sagradas três vezes por semana —, no restante do tempo concentre- se em ativar o seu metabolismo de hora em hora, com disciplina. Como? Levante-se e caminhe no corredor, faça um alongamento dos braços e das pernas, troque o elevador pela escada e, se houver possibilidade, participe de ginásticas laborais oferecidas por muitas empresas hoje em dia. Depois de enfrentar um tedioso engarrafamento, pare o carro mais longe e caminhe até seu destino — é outra ideia. “Se você conseguir aumentar apenas 40 calorias por hora na queima de energia, serão cerca de 640 extras perdidas ao fi nal do dia”, garante Zogaib. O esforço é irrisório e o benefício, imenso!

terça-feira, 8 de março de 2011

Ressaca: Mitos e verdades! Saiba como evitá-la e como curá-la.

Mais Você desta segunda-feira de carnaval, 7 de março, abordou um tema para os foliões que já perderam a festa porque exageraram na dose e para aqueles que não desejam estragar o seu carnaval por causa da RESSACA.
Para falar sobre o assunto, Ana Maria contou com a ajuda do doutor Guilherme Furtado, que explicou que os sintomas da ressaca têm várias causas. “O álcool tem efeito desidratante causado pela elevação da produção de urina (efeito diurético), o qual causa dor de cabeça, boca seca e letargia”.
O médico contou ainda que o efeito do álcool no revestimento estomacal pode contribuir para a náusea. Os produtos do metabolismo do álcool podem diminuir a glicogênese no fígado, causando hipoglicemia. Uma vez que a glicose é a fonte de energia para o cérebro, sua falta pode contribuir para sintomas da ressaca como fadiga, fraqueza, distúrbios de humor e perda de concentração e atenção.
Outro fator que contribui para a ressaca são os produtos decorrentes da quebra do álcool pelas enzimas do fígado. O acetaldeído, decorrente do metabolismo do álcool tem toxidade, contribuindo para a ressaca. Uma vez que a vitamina B12 é usada no metabolismo do álcool, seu consumo exagerado pode acarretar na deficiência desta. Como relação ao sistema nervoso central, a remoção dos efeitos depressores que o álcool tem sobre ele podem contribuir para a sensibilidade à luz ou ao barulho.
MITOS E VERDADE SOBRE A RESSACA:
BEBER MAIS COMBATE A RESSACA - MENTIRA
 Há quem recorre ao drink Blood Mary, feito com vodka e suco de tomate. Dr. Guilherme Furtado explica que o suco de tomate é sim, ótimo para a ressaca, pois contem magnésio e potássio. Ao contrário da crença popular, a vodka apenas adia o inevitável.
 TORRADA QUEIMADA – MENTIRA  
Diziam que a torrada queimada funcionaria no organismo como um filtro no organismo. Acham que o carvão do pão vai ser um carvão ativado e que vai absorver o álcool. É mentira!
 CAFÉ PRETO- MENTIRA
 O café contém uma quantidade elevada de cafeína, que é um estimulante e, portanto, ajuda a acabar com a fadiga. Porém, geralmente, não é bom para a ressaca.
 GORDURA FILTRA O ÁLCOOL – VERDADE
Comer alimentos fritos ou gordurosos antes de beber pode ajudar. Qualquer coisa que você coma antes de exagerar na bebida ajuda a prevenir uma ressaca. Os alimentos gordurosos grudam no estômago, fazendo uma cobertura mais duradoura e, portanto, diminuindo a absorção do álcool.
 OVOS – VERDADE
Comer ovos na manhã seguinte dá energia como qualquer outro alimento e podem ser uma ajuda em potencial para limpar as toxinas que sobram.
BANANAS – VERDADE
O potássio ajuda no combate a ressaca. Outros alimentos ricos em potássio como o kiwi ou bebidas isotônicas também funcionam.
ÁGUA – VERDADE
Consumir bastante líquido depois de uma noite de bebedeira combate a desidratação e ajuda a diluir as toxinas que sobram no estômago. Acrescentar sal e açúcar à água vai ajudar. Como método preventivo, beber um copo de água para cada drink.
SUCO DE FRUTA – VERDADE
A frutose, ou açúcar de frutas, contida nos sucos ajuda a aumentar a energia do organismo. Suplementos vitamínicos com alto teor de vitaminas C e também são eficazes.