Dar o primeiro passo é a parte mais difícil e você já superou. Quem começa a correr por conta própria costuma usar a fórmula de correr até quando o corpo agüentar. Mas esse tempo de corrida costuma não evoluir de um treino para o outro e você acaba correndo a mesma distância em todos os treinos.
Para sair desse marasmo, saiba que a variação dos treinos que você faz durante a semana é mais importante até do que correr até seu fôlego acabar. “O mais correto é a mulher fazer uma adaptação durante uns dois meses, para o corpo se acostumar com a corrida”, explica a treinadora Camila Hirsch, da Personal Life.
Passada essa adaptação, é normal que a sua corrida fique monótona, mas isso tem solução. “O que acontece é que a pessoa fica desanimada com o mesmo treino e entramos com a variação para deixar o treino mais dinâmico”, completa Camila.
É nessa fase inicial que o corpo e a mente da corredora precisam ser educados para os treinamentos mais fortes que virão no futuro. “Tem que ter a variação para a corredora evoluir. Nesse início, é importante fazer três tipos de treino para já ir se acostumando com o que é um treino, o que é seguir um plano de treinamento”, diz a treinadora.
Para isso, o ideal é começar a semana com um treino curto, de 30 minutos, um treino intermediário, com cerca de 45 minutos e um treino um pouco mais longo, de 50 minutos. A intensidade, os tipos de terreno e percurso não vão variar nesse início, mas, futuramente, um dos treinos será substituído por um de tiros, por exemplo, ou com subida no caminho.
A advogada Elizabeth Santos, 57, treinou sozinha durante anos e sentiu muita diferença quando começou a treinar com variações, orientada por sua treinadora. “Treinava umas 3 vezes por semana. Corria uns 4 ou 5 km, dava uns 40 minutos de corrida. Estipulava o quanto correr em relação ao que agüentava”, lembra ela. “Sentia uma certa monotonia, não sabia se estava fazendo a coisa certa”, completa.
Elizabeth conta ainda que corria mantendo sempre a mesma frequência cardíaca e distância, e que não evoluía muito durante os treinos. “Senti muita melhora. Vi que consigo correr, quase sem perceber, uma distância que nunca havia percorrido em bem menos tempo do que fazia antes e sem nenhuma lesão ou cansaço excessivo”, comemora.
Agora que você já saiu da inércia, que tal procurar um acompanhamento profissional? Um treinador vai desenvolver uma planilha de corrida de acordo com o seu tipo físico e objetivo. Você vai se superar e ir mais longe do que imaginava na corrida.
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