terça-feira, 29 de março de 2011

O compromisso de empresas na redução do consumo de sal em Nova Iorque

O Departamento de Saúde e Higiene mental da cidade de Nova Iorque anunciou recentemente uma nova campanha entitulada como “Iniciativa nacional de redução de sal”. Sete grandes companhias de alimentos, restaurantes e companhias de varejo começaram a participar da iniciativa da redução do consumo de sal. Segundo os últimos estudos do Departamento de Saúde americano, a ingestão atual de sódio entre os adultos é muito mais alta do que o recomendado entre os cidadãos de Nova Iorque – a média de ingestão diária de sódio ficou em 3.150mg, ou seja, duas vezes o limite recomendado para adultos.
A maioria da população de Nova Iorque (61%) deveria consumir menos de 1.500mg de sódio por dia. Esta recomendação é aplicada para aqueles a partir de 51 anos, negros, indivíduos com hipertensão arterial, diabéticos ou doentes crônicos. Contudo, apenas 11% desta população de maior risco consome o recomendado de sódio diário. O resto da população deveria consumir menos de 2.300mg de sódio ao dia. Segundo o primeiro estudo para avaliar o consumo de sódio através da avaliação da urina de 24 horas de indivíduos de Nova Iorque, apenas 1 em cada 5 indivíduos consome o que deve em relação ao sal.
Ao reduzir a ingestão de sal, reduz-se a pressão arterial, fator de risco para doenças cardíacas e derrame. Apenas 11% do sódio da dieta provêm da adição de sal com uso do saleiro na mesa ou no momento do preparo do alimento e cerca de 80% do sódio que é consumido é adicionado ao produto antes mesmo da sua venda. O objetivo da campanha de redução de sal é diminuir o uso do sal pelos fabricantes em 25% dentro de 5 anos e assim reduzir o consumo nacional de sal em 20%, prevenindo assim a mortalidade da população. Os objetivos de cada empresa pode se ler aqui.
Foram criadas 62 categorias para produtos industrializados e 25 para restaurantes, a fim de auxiliar as empresas nesta redução. Estas empresas que começaram agora na Iniciativa de redução de sal se juntam a outras 21 empresas que já aderiram a esta causa. A Iniciativa conta atualmente com 72 parceiros, incluindo 15 cidades, 29 autoridades de estado, 19 organizações nacionais de saúde e 9 associações locais e de estado.
O apoio destas empresas demonstra a sua preocupação em manter a boa saúde da população. A redução do consumo de sal de uma população é a chave em reverter o quadro de hipertensão que pode resultar em derrame e doenças cardíacas. O benefício à saúde é muito grande.
Texto elaborado por: Sarah Warkentin

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fazer sexo pode desencadear infarto em sedentários

A atividade sexual, como qualquer exercício físico, pode aumentar em até três vezes o risco de infarto em pessoas que não estão acostumadas a realizar atividades. Pessoas que se exercitam têm risco menor de sofrer infarto logo após a atividade sexual, segundo estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association, que revisou os resultados de 14 pesquisas envolvendo seis mil pessoas.
As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (23). O estudo ainda investigou o que os pacientes estavam fazendo entre até duas horas antes de sofrerem o infarto e compararam às atividades deles em dias normais.

O que muda com Política Nacional de Resíduos Sólidos?

A preocupação com o que se é descartado no ambiente, incluindo as esferas do terrestre, aquática e aérea gerou uma medida do governo, no dia 2 de agosto de 2010, instituindo a Lei nº 12.305, chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que já está em vigor desde 23 de dezembro de 2010. Esta política apresenta diversas frentes de ação, incluindo variáveis ambientais de acordo com a especificidade de cada local, sociais, incluindo os grupos aos quais as pessoas estão inseridas, culturais, econômicas, tecnológicas, sem deixar de mencionar as questões relacionadas à saúde pública, culminando no desenvolvimento sustentável. Ou seja, com estes fatores propõem uma visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos.
Define-se como Resíduo Sólido o "material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólidos ou semi-sólidos, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em copos d’água, ou exijam para isso soluções, técnica ou economicamente, inviáveis em face da melhor tecnologia disponível", conforme o artigo terceiro da Política.
O "ciclo de vida de um produto" consiste desde o desenvolvimento do produto, incluindo os testes, modelos, pilotos, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo propriamente dito e a disposição final. Por isso, um dos instrumentos para sensibilização populacional é a educação ambiental, que auxiliará os indivíduos a ter ações centradas no que concerne o meio ambiente no qual frequenta.
As ações dessa nova política engloba os consumidores, não apenas o consumidor final, mas os outros tipos como os revendedores de produtos, os mercados, lojas especializadas, restaurantes, que devem realizar melhores formas de consumo e de descarte.
Já que estabelece também que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada o lixo para o recolhimento do mesmo, separar os resíduos orgânicos de inorgânicos onde houver a coleta seletiva. Quanto às indústrias de reciclagem e aos catadores de material reciclável devem receber incentivos da União e dos governos estaduais.
Para isto, ações pró ambiente podem ser feitas em diversos núcleos seja o núcleo familiar, o escolar e do trabalho, iniciando com ações pequenas, que mesmo assim já irão contribuir para a sensibilização de outros núcleos.
Um exemplo disso foi o Encontro Regional do Grupo de Estudos Jurídicos e do Grupo de Empresas do Consórcio PCJ ocorrido no dia 16 de fevereiro, em Americana – SP, que discutiu sobre a logística reversa e e buscou um acordo de responsabilidade compartilhada para os resídios provenientes de empresas alimentícias.
Toda esta preocupação ocorre pois a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que até o final de 2011 seremos 7 bilhões de habitantes no planeta Terra e é inevitável a produção de resíduos. Outros países já se mobilizaram como os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exemplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, é rotineiro os supermercados cobrarem uma taxa para fornecer sacolas plásticas, o que incentiva os clientes levarem as suas de casa. Também na Europa, casco de vidro ou de plástico de refrigerantes e água mineral vale desconto na próxima compra.
Nutricionista: Fernanda Seyr Pozza